Vocês provavelmente já perceberam que muita coisa do Segredo está associada à temas espirituais/espiritualistas. Muitas coisas que encontramos no Segredo podemos encontrar também em doutrinas religiosas. Vocês já leram algo sobre Bruxaria? É muitíssimo interessante porque eles trabalham com o direcionamento de energia, que é justamente o que estamos buscando: aprender a direcionar nossos pensamentos e ações para aquilo que queremos. Enviei-lhes um texto muito interessante do qual disponibilizo alguns trechos abaixo que falam sobre como aprendermos a despertar nosso self mais jovem, responsável por nossa criatividade, e assim sendo, conseguirmos direcionar nossa energia sem bloqueios.
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Os aspectos mágicos e psíquicos da Arte estão relacionados ao despertar da visão da luz das estrelas – como eu gosto de chamá-la - e em treiná-la para que seja um instrumento útil. A Magia não é um assunto sobrenatural; é, na definição de Dion Fortune, “a arte de mudar a consciência pela vontade”, ligar e desligar a lanterna, selecionar detalhes, enxergar através das estrelas.
A consciência comum é altamente valorizada na Arte, mas as Bruxas estão cientes de suas limitações. Ela é, em um certo sentido, um padrão por meio do qual enxergamos o universo, um sistema de classificação culturalmente transmitido. Existem infinitas maneiras de encarar o mundo; a “outra visão” nos liberta dos limites da nossa cultura. (...)
O hemisfério direito (associado ao lado esquerdo do corpo) parece especializado para a mentalização holística. Sua capacidade lingüística é bastante limitada. Esse hemisfério é basicamente responsável pela nossa orientação espacial, atividades artísticas, destreza, imagem corporal e reconhecimento de rostos. Ele processa a informação de maneira mais difusa que o hemisfério esquerdo e as suas responsabilidades exigem imediata integração de várias energias ao mesmo tempo.” Esta é a visão da luz das estrelas, a qual percebe o universo como uma dança de energia em movimento, que “não postula duração, um futuro ou um passado, uma causa ou um efeito, mas um todo modelar, ‘atemporal’.
Na Tradição das Fadas de Bruxaria, a mente inconsciente é chamada de o self mais jovem; a mente consciente é chamada de self discursivo. Visto que eles funcionam por diferentes tipos de percepção, a comunicação entre os dois é difícil. É como se falassem línguas diferentes.
É o self mais jovem que diretamente experimenta o mundo, através da percepção holística do hemisfério direito. Sensações, emoções, energias essenciais, memória de imagens, intuição e percepção difusa são funções do self mais jovem. Sua compreensão verbal é limitada; ele se comunica por imagens, emoções, sensações, sonhos, visões e sintomas físicos. A psicanálise clássica foi desenvolvida a partir das tentativas de se interpretar o discurso do self mais jovem. A Bruxaria não só interpreta mas ensina como devemos nos comunicar com o self mais jovem. (...)
O self mais jovem – pode ser tão teimoso e obstinado quanto a mais impertinente das crianças aos três anos de idade – não se impressiona pelas palavras. Incrédulo como se diz dos naturais do Missouri, ele quer ser mostrado. Para despertar o seu interesse, devemos seduzi-lo com bonitas imagens e sensações prazerosas, como se fôssemos levá-lo para jantar e dançar. Somente deste modo o self mais profundo pode ser alcançado. Por essa razão, verdades religiosas não têm sido expressadas, através dos tempos, como fórmulas matemáticas, mas na arte, na música, na dança, no teatro, na poesia, nas narrativas e nos rituais.
Aspectos dos rituais da Bruxaria podem, por vezes, parecer absurdos a pessoas muito sérias, que falham em perceber que o objetivo do ritual é o self mais jovem. O senso de humor, de divertimento, são freqüentemente a chave para se desencadearem os estados mais profundos da consciência. Parte do “preço da liberdade”, portanto, é a disposição para se divertir, libertarmo-nos de nossa dignidade de adultos, parecermos tolos, de rir por nada. A criança faz de conta que ela é uma rainha; sua cadeira transforma-se em um trono. Uma Bruxa faz de conta que a sua vara tem poderes mágicos e ela torna-se um canal de magia.
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A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk (5ª edição, Nova Era, 2003)
Às vezes criar imagens em nossa mente parece difícil, e uma das ferramentas mais importantes para alcançarmos o que queremos é justamente fazermos uso da imaginação para conseguirmos trazer isso para nossas vidas, mais tarde, como coisas reais. Aprender a não se sentir tolo, tirar todo tipo de bloqueio que acabe interferindo em nossas metas, é o que precisamos aprender. Trabalhar nossas mentes em prol da criatividade e experimentar "a percepção da luz das estrelas", da qual o self jovem é responsável. Não tenha vergonha de se imaginar do jeito que quer, imagine mesmo, nada de pensarmos como adultos nessas horas. O negócio é exteriorizar a criança que existe dentro de nós, deixar ela falar mais alto, gritar o que quer - ela sabe de nossos desejos mais profundos. Deixe ela mostrar o que você quer e não sinta vergonha de absolutamente nada. Por incrível que pareça ela sabe como realizar o que você mais quer, basta anular todos os seus bloqueios, deixe a intuição dela falar mais alto, ela tem razão. Aplicando isso ao usar os exercícios para atrairmos o que queremos, potencializamos ainda mais nossas metas e o universo responderá com ainda mais rapidez.
Outra coisa legal é prestarmos atenção às coisas que nos influenciam. Nosso subconsciente está atento a tudo, apesar de pensarmos nos sentir de um jeito. E através do self mais jovem podemos entender o que realmente se passa em nosso interior. Nossa percepção consciente age de um jeito e nosso subconsciente entende o que é realmente verdadeiro. Portanto, não se deixem enganar pelas aparências. Sendo assim, façam a viagem até seus interiores e descubram que são capazes de mudar os seus mundos num simples piscar de olhos.
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Cool!
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